terça-feira, 20 de outubro de 2009

Cozinha e receitas

A vontade de o T ser cozinheiro já foi aqui referida. Pois bem, agora tem até um caderno onde apontar receitas.

Ontem foi dia de apontar a sua primeira receita: Castanhas assadas à moda do mais que tudo da mãe de dois.

Apontou cada pormenor da "receita" para que nada lhe escapasse.

O sonho de qualquer gaja como eu (daquelas que não gostam de cozinhar), tenho dois gajos lá em casa que gostam da cozinha: o meu mais que tudo e o meu filhote. UUHHHUUUUUUUUUUUUUU!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Filhos

Hoje apetece-me dizer:

- Amo-vos muito. Vocês são os meus maiores tesouros, são parte de mim. São por quem eu faço tudo, e o melhor que posso e sei, para proporcionar e transmitir tudo o que vos possa ajudar a serem pessoas melhores e felizes.

Aos meus filhos...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Mães, FIlhos e valores

O amor pelos filhos é sem duvida um sentimento único e impossível de explicar. Eles sugam-nos a paciência, sugam-nos a energia e em contrapartida dão-nos tudo de volta e a dobrar, quando menos esperamos.

Não são nossos, no sentido de posse. São seres com identidade própria e não são propriedade de ninguém. A noção de "nossos filhos" tem muito mais a ver com o facto de terem mais ou menos da nossa identidade própria.

Na minha separação, o que mais me assusta no facto de os ter de partilhar, não é que os tratem mal fisicamente ou de uma forma negligente, mas sim o efeito nefasto da deturpação de valores da família paterna.

É nos valores que têm como referencia de vida que eles serão sempre meus. No exemplo que lhes dou de que não deve ser "olho por olho, dente por dente", mas sim "não faças aos outros o que não queres que te façam a ti"; é na noção que lhes dou que estudar dá-nos riqueza cultural e intelectual que nunca é demais mesmo que seja para ser pedreiro, ao contrário de "tens de treinar muito para ir para o Benfica" ou "tens de tirar um curso qualquer só para te chamarem Dr" (mesmo que seja algo que não goste); na noção de que as pessoas valem pelo que são e não pelo que têm....

Vale-me saber que são inteligentes e perspicazes, que tiveram toda uma base construída com base nos valores que eu e os meus pais lhes transmitimos, e a esperança de que esta mesma base seja suficiente para poderem filtrar as más influencias.

E cá estarei para continuar a ensinar-lhes que o mundo pode ser melhor porque este é feito de pessoas, e se não passarmos a vida a por a culpa nos outros por ele ser tão mau, e fizermos a nossa parte...já fazemos tudo o que podemos e sem duvida terá repercussão positiva.


Pronto, ok, estou um bocado lamechas, mas as mães são assim. E quando têm de estar sem os filhos por curtos períodos que sejam...ficam ainda mais.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Parabéns aos avós de dois.


Os avós dos meus dois, ou seja os meus pais, ontem fizeram 42 anos de vida em comum.

Parabéns a eles!

Vai Chover



- Mãe está a chover!
- A chover, T? Não está a chover.
- Então o que é isto? Isto é a musica daquele senhor que apita quando vai chover.
- Não, filho! Isto é o carro de campanha da CDU!
- Ah, aquele que quer dizer Centenas, Dezenas e Unidades?


Ok, se alguém quiser comentar, esteja à vontade que eu cá abstenho-me!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Amizade e familia

- Mas ele também é da nossa família porque é muito nosso amigo.

(Palavras sábias meu querido T)

Fim-de-semana cinéfilo


No passado sábado, dia 26, como é habito o programa "das festas" não foi seguido nem à risca nem ao risco, fizemos tudo diferente do que estava planeado. Também como é habito, saiu melhor o resultado que a encomenda.

Para quem pensava numa manhã desportiva a correr pelos campos fora, ir ao cinema é um bocadinho diferente. (bocadiiiiiinho) Adiante, acabámos na sala de cinema a ver o filme da Pixar UP. O filme é muito bom e de rir até doer a barriga e as bochechas, no entanto uma duvida se apoderou de mim: fiquei sem saber se os restantes espectadores riam efectivamente do filme ou de quem estava na fila onde se davam as maiores gargalhadas - a nossa. A começar pelo T que já é grande atracção em qualquer sala de cinema.
Esquilo!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Eleições

Não, não vou postar nada sobre as eleições legislativas. Querem saber sobre esse assunto, ide ler para outro lado que o que não falta por aí são sítios a abordarem o assunto.

Mas sim, votei. Voto sempre. É a mais forte forma de expressar a minha vontade numa democracia.

Up - Official Trailer [HD]

Fantástico!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

História e memórias


Fases da vida que parecem bocados soltos sem ligação aparente à moda de Pulp Fiction... é o que sinto quando passo de relance pelas memórias que tenho.

Mas tudo tem ligação e lógica, e todas elas aconteceram condicionadas por outras que, aparentemente, nada têm a ver. Ao mesmo tempo parece que, em cada uma das pequenas histórias desgarradas que constituem a história maior (da minha vida), fui diferentes pessoas.

Ainda assim, mesmo dos trechos piores há coisas que gostava de encaixar de outra forma, como que montar uma série de cenas de um filme mas de uma forma lógica e não a real; passagens positivas que só não são mesmo boas recordações porque o cenário era tão deprimente, que não permitiu gravar na memória a cena com a "luz" merecida.


Na impossibilidade de fazer a montagem a meu gosto, resta-me ter o discernimento suficiente para saber avaliar bons momentos no meio de maus, e não me esquecer que a vida é mesmo assim: não uma felicidade constante ou completa, mas uma sucessão de momentos - o que nos faz feliz é o balanço positivo entre estes.

Eleições quê?

- E vêm aí as legislações autárquicas!

(no comment)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Diagnóstico

E andam uns tantos gajos a estudar não sei quantos anos medicina para fazerem diagnósticos do tipo:

- Você cheira a gripe!

(observação feita por uma médica num banco de urgência deste nosso país na passada segunda-feira)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

"Jioconda"

Perguntam os meus ilustríssimos leitores:

- O que é uma "Jioconda"?

(e não, não está mal escrito)

Pois bem, o T responde:

- É a mistura de uma Jibóia e uma Anaconda.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

10 anos é muito tempo

Hoje faz 10 anos que entrei para esta casa: 1 de Setembro de 1999 comecei o estágio para o qual consegui bolsa.

Muita coisa está diferente, muita coisa foi vivida e feita durante este tempo: amizades construídas, aprendizagem profissional, desilusões, frustrações, sucessos, etc.

Ao fim e ao cabo 10 anos é muito tempo.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Férias

E porque tudo o que é bom acaba depressa, acabaram-se as férias.

Este inicio de ano de trabalho (sim porque 16 anos de escola têm disto, vejo sempre o ano em anos lectivos), é um inicio novo. Muita coisa está a ser reiniciada: o ano de trabalho no emprego, e a própria vida pessoal. Um recomeçar a viver de uma outra forma. Agora de uma forma consolidada, adulta e consciente.

Tenho agora o companheiro certo: aquele que é o amigo que me ampara ou me dá safanões quando preciso; o parceiro do dia-a-dia com quem partilho e divido as responsabilidades e tarefas da vida; o par ideal para qualquer dança, ou para uma cantoria; o apoio na adversidade.

sábado, 29 de agosto de 2009

"o que é estritamente necessario para viver, está neste momento num raio de 5 metros à nossa volta"

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Família


Para a mim a família é um dos bens mais valiosos que podemos possuir. Quando digo família é no sentido completo do conceito: laços genéticos, afectivos e de companheirismo. A família é a base da nossa vida, e fundamental para o nosso equilibrio enquanto pessoas.


Ontem foi um marco muito importante para a minha familia. Pela primeira vez tive a minha familia nuclear junta e em verdadeira harmonia e união, como já tinha perdido a esperança de ver.


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Casamento e parentalidade na actualidade

Se o futuro da paternidade depende do casamento, todavia, o seu futuro é incerto. O casamento depende igualmente das mulheres e dos homens, estando aquelas, hoje em dia, menos voltadas para o casamento do que em qualquer período da história da nação. No passado, as mulheres foram economicamente dependentes do casamento e assumiram uma responsabilidade desproporcionalmente pesada para manterem o vínculo, mesmo que o relacionamento subjacente estivesse sério ou irremediavelmente deteriorado.
Contudo, no último terço do século XX, como as mulheres tiveram maiores oportunidades de conseguir um emprego pago e viram aumentada a disponibilidade de infantários, ficaram menos dependentes do casamento como forma de sustentação económica. Ainda que não seja fácil, é possível às mulheres criarem os filhos sozinhas. Isto fez com que o divórcio se tornasse muito mais atractivo como um remédio para um casamento insatisfatório e um número crescente de mulheres tenha extraído vantagem da opção.
...
A debilitante ligação da mulher ao casamento não deve ser encarada como uma falta de interesse pelo casamento ou pela parceria marido-mulher na criação dos filhos. Pelo contrário, é um sinal dos padrões emocionais mais exigentes das mulheres para com os maridos e da crescente persistência para que os homens participem em maior grau na criação dos filhos e da família. Dada a sua dupla responsabilidade como ganha pão e mães, muitas mulheres com emprego acham a necessidade de reforço do ego do homem e outras formas de manutenção emocional e física aborrecidas, para além do seu fracasso na partilha do trabalho doméstico e na custódia dos filhos, que consideram absolutamente enfurecedores.
...
" Se as mulheres solteiras podem fazer sexo, ter as suas próprias casas, o respeito dos seus amigos e um trabalho interessante, não têm necessidade de dizer a si próprias que qualquer casamento é melhor do que nenhum. Porque não ter um filho sozinha? As crianças são uma alegria. Muitos homens não o são."

Por todas estas razões, é importante ver o problema da paternidade como parte do vasto problema cultural do declínio do casamento como um relacionamento entre homem e mulher. O acordo tradicional entre homem e mulher foi quebrado, e ainda não foi celebrado um novo contrato. É impossível prever como será o novo acordo ou se existirá um. Contudo, é possível especular acerca dos pontos em agenda que podem levar as mulheres à mesa das negociações. Primeiro, uma cláusula crucial: deverá ser reconhecida a mudança do estatuto social e económico da mulher. Bem ou mal, muitas mulheres receiam que o movimento em favor da paternidade represente um esforço no sentido de reinstalar o anterior status quo, para rejeitar os ganhos que as mulheres fizeram nos últimos 30 anos e regressar à ideologia doméstica de "esferas separadas" que colocou os homens no lugar de trabalho e as mulheres em casa. Qualquer esforço para repensar o casamento deve aceitar o facto de que as mulheres continuarão a trabalhar fora de casa.
Portanto, deverá ser acertado um novo acordo sobre a divisão do trabalho pago e do trabalho familiar. Isto não significa necessariamente uma divisão 50/50 do trabalho em cada simples dia, mas significa que os homens deverão fazer um esforço determinado e consciente para executarem mais que um terço das tarefas domésticas. A forma como cada casal vai chegar a um acordo justo irá, certamente, variar, mas o objectivo é estabelecer um entendimento e um compromisso mútuos que conduzam a uma divisão equitativa das tarefas.



Publicado na revista "Nova cidadania", nº5 Julho/Setembro 2000,
dossier " Família! Duras Realidades Novos Desafios" pg 27-31