sexta-feira, 31 de agosto de 2007

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

24 anos depois

...na terra onde moro passo exactamente pelo mesmo que a minha mãe passou onde morávamos quando eu entrei para a escola.

Onde morava hoje muita coisa mudou, a maioria para pior mas algumas para melhor.

A compra dos livros escolares é uma delas. Há 24 anos havia duas livrarias onde tinha de se encomendar os livros com semanas de antecedência e quando as aulas começavam ainda ninguém os tinha todos. Hoje o cenário é muito diferente.

O meu filho vai este ano para o 1º ano do 1º ciclo do ensino básico (antiga 1ª classe do ensino primário). Curiosamente, na terra para onde vim morar depois de casada repete-se a história: existem duas livrarias onde se têm de encomendar os livros. Só espero que aqui se consiga comprar todos antes do inicio das aulas.

Prefiro acreditar que a evolução não passou por aqui e que nestes 24 anos sempre foi e continua a ser assim, a imaginar que no passado os pais teriam de se deslocar a outras terras para poder comprar os livros escolares dos filhos.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Realização Pessoal


Em que consiste? Que requisitos?
Como o próprio nome diz é pessoal, logo pode diferir de individuo para individuo.
Não percebo esta tendência natural que todos têm de avaliar a vida do outro tendo como bitola o que entende ser realizador ou não. É que o que é e não é satisfatório para o avaliador pode não ser (e quase nunca é) o que é para o avaliado.

Dentro deste tema acho interessante quando mulheres avaliam a vida de outras achando que são frustradas, ou infelizes segundo os seus padrões.
Durante muitos séculos ser uma mulher realizada era ser boa dona de casa, boa mãe, boa esposa, ter um bom marido...

Hoje é um pouco diferente, mas isso não quer dizer que seja a antítese. Podem conciliar-se (ás vezes a custo) objectivos profissionais e familiares. Não é por ter objectivos de carreira que a mulher deixou de se realizar em outras coisas que já fazia.

E ainda há as que têm como requisito principal para serem felizes educarem os filhos, tratarem da casa e ter um bom marido. Tal como nos outros séculos também havia as que gostariam de abdicar de tudo isto e apostar numa carreira.

O que me faz mais confusão é a falta de capacidade de nas duas épocas aceitarem e entenderem a existência do que não é comum. Hoje, uma mulher que diga que se sente realizada estando em casa dedicando-se à família é vista como um bicho tão raro como há uns séculos uma mulher querer ter uma carreira profissional, ser solteira e não ter filhos.

Mas de tudo o que acho mais piada e de grande presunção, é uma mulher que opta por ser mãe (com carreira ou não) criticar a opção de outra que optou por não o ser achando que por isso não é realizada, e as que optam por não ser mães acharem que as que o são ficam frustradas por terem de "perder" tempo a tratar dos filhos em vez de se ocuparem mais delas.

Eu sou mãe de duas crianças lindas. Sou porque quis. O facto de dispensar muito do meu tempo a transporta-los de actividade em actividade, de leva-los e trazê-los da escola, a correria diária, os banhos, a alimentação, a educação, as birras, as noites perdidas, os beijos, os mimos, as alegrias, os xixis na cama, as perguntas difíceis....não são nada frustrantes por me roubarem o tempo de mim, mesmo que seja sempre igual, eu adoro a minha rotina e não a trocava por nenhuma carreira melhor que a que tenho.

Tudo passa por aceitação da diferença. O que é diferente, normalmente, assusta e responde-se pondo à margem ou denegrindo. Tenho amigas que optaram pelas carreiras (umas deliberadamente outras não, e curiosamente das mais chegadas sou a única que tem filhos) e compreendo as suas opções assim como elas compreendem a minha. Sei e percebo francamente onde se sentem mais realizadas, quais os pormenores da vida que as fazem mais felizes assim como acontece o contrário. Não é por isso que elas são menos femininas ou eu, por ser mãe, uma pessoa menos profissional. Vamo-nos realizando de formas diferentes, segundo os padroes e objectivos de cada uma.

Acho que principalmente há que respeitar a individualidade, a especificidade de cada um.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Fim das férias

Queria escrever alguma coisa de jeito, mas ainda não consigo. O meu cerebro ainda está de férias!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Coçar

-Mãe, chega aqui. Empresta aí um dos teus cotovelos.

- Para quê Tiago?

- Então, para coçar o meu olho. Os olhos só se coçam com os cotovelos mas eu com os meus não chego lá!

terça-feira, 31 de julho de 2007

Iguais?

- Mãe, quando tinhas a barriga grande, eu estava lá dentro, não era?

- Estavamos os dois, não era Tiago?

- Não Marta. Primeiro estive eu depois tu. É por isso que temos as caras iguais.

- Não temos nada, porque eu tenho a cara suja e tu não. Eu tenho bigode de leite e tu não!

O que queres ser quando fores grande?

- Quero ser mágico - diz o Tiago.

- E tu Marta o que queres ser quando fores grande?

(De ressalvar que na festa de final de ano a sala da Marta foi cantar a música dos alimentos onde dizia: "Eu quero crescer, ser um valentão, come hortaliças.....")

Então a Marta responde convictamente: - Quando crescer quero ser um valentão!

- Eh mana, queres fazer wrestling? ( com ar desiludido)

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Férias


Chegou o desejado dia, estão de férias!
Há duas semanas, desde a festa dos finalistas, que perguntavam quando é que afinal entravam de férias.
E pronto, lá foram bem cedo para casa dos avós, em pijama - Sim, porque estão de férias e há que, mesmo tendo de levantar cedo, manter a isenção de horários e mostrar bem que não há cá pressas para se vestirem!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Afinal, é i ou ei???

- Mãe, eu di a louça à Rita e não parti.
- Marta, não é di, é dei.
- Mãe, eu dei a louça à Rita e não partei.

Etapas

Hoje é o fim de uma etapa! O Tiago acaba hoje o ensino pré-escolar.
Fica uma sensação estranha de expectativa do futuro e de uma saudade antecipada.
A maior parte do grupo já está junta desde a creche e os pais e mães também conviveram, neste período, trocando experiências e partilhando alegrias. Foram festas com peças de teatro em que os pais, pelos filhos, fizeram figuras nunca imaginadas; foi a entreajuda nas fases mais ou menos complicadas típicas desta faixa etária (2-5 anos)...

Aqui se prova que mesmo perante condições que estão longe de serem as ideais, com grandes problemas a nível da parte edificada, as pessoas é que contam!
O meu filho teve a sorte de ter uma das melhores educadoras que já conheci. Acompanhada por uma excelente auxiliar, ajudou-o a crescer e foram, as duas, as guias que o levaram ao gosto pela aprendizagem, ao desenvolvimento das suas capacidades cognitivas e lhe ensinaram regras básicas de integração social. Qualquer construção requer uma boa base, o Tiago recebeu a melhor base para a construção do seu percurso escolar e pessoal. Às duas um muito obrigada e um grande beijinho.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Paixão de Cristo

segundo Tiago:

- O Jesus quando era pequeno ajudava o pai que era carpinteiro.
Depois cresceu e gostava muito de andar a contar histórias. Mas os maus não gostavam nada das histórias que ele contava e foram contar ao rei. Então o rei quis prendê-lo.
O Jesus e os amigos foram todos jantar. Foi a última vez que jantaram todos juntos porque um dos amigos dele traio-o com um beijo na cara. Assim os maus levaram o Jesus e puzeram-no numa cruz pregado com pregos.
Depois de ele ter morrido puzeram-no numa gruta. Depois de 3 dias, olha que foram 3 dias, foram lá e só lá estavam as peles.

- Ó filho, não seriam as vestes, a roupa dele?

-Era isso! Ele não estava lá porque o pai dele foi lá buscá-lo, o José. Sabes quem é o José, não sabes? O marido da Maria.

- Mas então não foi Deus que o ressuscitou?

- Lá na escola disseram-me que foi o pai dele. É o José, não é?


Depois vêm-me falar em famílias tradicionais!!!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Não gosto de tomates


- Mãe, não gosto de cenouras!
- Mas isto não são cenouras, são tomates. Isto é arroz de tomate.
- Não gosto de tomates assim, só gosto de tomates com "pixa"!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Quem conhece



este local? Será que algum dos ginastas na fotografia estão a ler este blog? Esta fotografia foi tirada no ano de 1982.
Ah, e já agora, eu sou a de fitinha cor-de-rosa à direita.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Embirrações II


Eu sei, hoje estou impossivel. Estou sem paciência!

Mau feitio

Porque é que há pessoas que despertam em mim uma embirração crónica?
E quando as conheço ainda é como o outro, mas e quando só conheço o que escrevem e mesmo por isso não as suporto?
E o que mais me irrita é que acabo sempre por ir espreitar o que vão escrevendo. Acho que, no fundo, tenho uma esperança de mudar de opinião e chegar à conclusão que este sentimento gerou-se com base num post mal interpretado e que a rapariga até tem alguma coisa de interessante a vaguear pelo cérebro.

Embirrações

Há pessoas que por mais que cresçam vão continuar a ser adolescentes com uma noção irreal da vida. Vão continuar a encarar as coisas da mesma maneira e a viver da mesma forma inconsequente. Enganam-se a si próprios, pensando que por lerem livros para adultos e até se interessando por alguns eventos culturais de gente crescida são maduros. Mentira! E isso vê-se depois no sumo de tudo isto: por mais filmes bons que vejam, por mais livros que leiam, por mais exposições que vejam continuam com o mesmo discurso sem conteúdo. As conversas sobre estas mesmas coisas de gente crescida, que consomem, são tão infantis que desmascara logo estes falsos adultos trintões.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Paul McCartney - We all stand together video

Era isto que eu estava a dançar em Maio de 1987 , momento eternizado pela fotografia incluída há dois posts atrás.

Simplificação e desburocratização

Tanto se fala da simplificação de procedimentos e de desburocratização da administração pública que até encanta!
Dêem-me só um minuto que vou ali fora rir até rebentar.

Então porque é que se regista em livros de papel a informação que é inserida num sistema informático e que previamente já estava em papel?

Resumindo:
Primeiro estádio - pilhas de papel com informação dispersa não integrada.
Objectivo - Integrar a informação através da sua inserção num sistema que diminua as quantidades de papel e burocracia e que permita a integração e articulação de toda a informação
Estadio final - Temos o papel na mesma, o sistema e mais papel usado para registar os registos, que estavam registados em papel e que agopra também estão registados no sistema.

Entendido? Simples? Será esta a simplificação de que se fala?

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Há muito, muito tempo...






Há 20 anos eu era assim, uma pequena bailarina.




Agora posso tentar voltar a ser uma bailarina, já não sou é pequena (em nenhuma das direcções)!