Mostrar mensagens com a etiqueta Desabafos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desabafos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 30 de junho de 2011

More than meets the eye (que é mais ou menos como quem diz: mais do que o que se vê)


Há quase 10 anos que tenho de resolver o problema das férias de verão dos meus dois. Primeiro, antes da escola obrigatória era por os Jardins de Infância e Creches fecharem todos em Agosto não havendo alternativa, depois no 1º ciclo porque as férias são muitas e tinha de despender uma parte significativa do orçamento mensal para Campos de Férias. Os períodos de pausa escolares e pré-escolares foi sempre um problema complicado por serem sempre maiores que o numero de dias de férias que tenho direito por ano.

Ora, não sou de me queixar, resolvo o que há a resolver, ando a correr de uma lado para o outro para acautelar o bem estar dos pequenotes e pronto. A minha ausência de queixas, pelos vistos degenerou num esfumaçar destes problemas ao longo de todos estes anos que parecem uma novidade hoje em dia.

Finalmente, ao fim de tanto tempo, e só depois da minha separação, este deixou de ser um problema exclusivamente meu e passou a ser também um problema do pai dos meus filhotes (pelo menos no período de férias dos meninos que lhe cabe), passando a ser algo visível aos olhos dos demais. Achei curioso agora ser visto como um problema complicado de resolver, com o seu "q" de preocupante.

Pois é meus amigos, nada de novo para mim, é algo que já estou mais que "expert" a resolver. Esta é mais uma das características de uma mãe, daquelas que passam despercebidas a todos os que só se ocupam com a parte lúdica das crianças. Existe todo um mundo de preocupações e assuntos logísticos a resolver que passam despercebidos a todos, sendo até desconhecida a sua existência.

Ser mãe (ou educador activo) é tanto mais que o que se vê...Um louvor a todos os pais/mães de coração que fazem coisas "invisíveis" pelos seus petizes.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Há um ano atrás...


Há um ano atrás foi um dia...que não consigo adjectivar.

Foi o dia em que ouvi um pai a propor, como solução ideal, para a regulação do exercício das responsabilidades parentais a separação de dois irmãos, que um vivesse com o pai e o outro com a mãe encontrando-se apenas aos fins-de-semana.

Para além do absurdo da solução, viesse de quem viesse, ser o pai a propô-la torna tudo mais arrepiante.

Felizmente temos magistrados justos e que defendem o superior interesse das crianças.

Hoje, olho para trás e apenas vejo um ano inteiro de tormento e sofrimento, para mim e para eles, um ano de gastos emocionais, gastos de tempo e dinheiro para o resultado ser o lógico, o justo, o mais adequado e que mais defende as crianças, e o que eu tinha proposto desde o inicio.

Ser mãe ou ser pai, mais que um substantivo, deve ser entendido como um adjectivo que nem todos, que o são biologicamente, são dignos de o receber.

terça-feira, 1 de março de 2011

Adolescência época de hibernação (ou devia ser)

Como compreendo a Maria. Afinal não é só o teen aqui da família...o mal é geral.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

educação e o egoísmo


"A criancinha precisa de cuidar de si, de apegar-se ao que lhe é necessário, defender-se dos elementos estranhos, a fim de poder desenvolver-se. É nessa idade que ela desconhece quaisquer direitos alheios, inclusive o de propriedade.

Na medida em que vai deixando de ser criança, vai também perdendo o egotismo. Vai descobrindo os outros. 

Na adolescência, as preocupações sociais brotam com vigor realmente humano. O adolescente, se não é mal servido de constituição nem infantilizado pela má educação, volta-se para os outros. Sai dos limitados círculos da família, dos companheiros de jogos e dos colegas da escola, e abre-se para a sociedade.

Mas não se desliga de um golpe da fase anterior. E apresenta contradições, oscilando entre rasgos de generosidade e manifestações de egoísmo. Mais se interessa pelos problemas de fora e de longe mais que pelos da família ou da vizinhança. Não será muito capaz de iniciativas pessoais, mas se integrará com gosto nos grupos de acção. Nesta idade, mais do que na infância, reclama compreensão.

Pode, porém, acontecer que não evoluam normalmente, os sentimentos da criança, e ela passe do egotismo ao egoísmo. É uma tendência má, como qualquer outra, e pode ser corrigida ou agravada pela educação.

A influência do lar é de suma importância, aqui como nos mais sectores da formação. Os filhos imitam insensivelmente os sentimentos dos pais. Aprendem o que se faz e se diz em casa, ao longo dos dias, despreocupadamente, sem a intenção formal dos conselhos (contra os quais se põem em guarda).

Se os pais se manifestam egoístas na presença das crianças, nas conversas, nos comentários aos factos quotidianos, na maneira de encarar os negócios, no cultivo das amizades, nas atitudes políticas, no modo de tratar os empregados – os filhos absorvem suas lições adesivas e marcantes.

Podem até, sem esta intenção, ensinar indiretamente o egoísmo, quando satisfazem ao filho desejos que contrariam ou sobrecarregam a irmãos e empregados. Sim, porque ninguém pode satisfazer-se à custa de direitos alheios.

Se, pelo contrário, são os pais caridosos, é na própria vida que dão às crianças a mais eficiente educação social, tornando-as, por sua vez, abertas sobre as necessidades do próximo e generosas em acudi-las. Resistem, ainda assim, certos germes de egoísmo. Mas esta é a melhor maneira de combatê-los." (extraído de: "Como educar o filho (a) egoísta")

Depois de ler isto entendo muita coisa. Percebo, principalmente, porque é que o esforço que fazemos em transmitir valores e educação útil aos dois do meu-mais-que-tudo, é tão infrutífera. 
Assistimos ao evoluir dos dois cá de casa, e dia após dia, mês após mês, ano após ano, verificamos que o rumo está a ser seguido e que vão passando as várias fases evolutivas como pessoas, e é um gosto ver o trabalho que temos dar frutos, vendo-os a transformarem-se em seres humanos adultos. 

A imitação insensível dos pais pelos filhos, quando o exemplo não é a caridade e o respeito pelos outros, resulta em filhos que caminham na direcção do egoísmo e de serem seres humanos que nunca chegam a um estado adulto completo e equilibrado, mantendo a infantilidade desajustada. 


Este é um problema que vai para além da indisciplina simples. Habitualmente rotula-se de "mal-educado" uma criança respondona ou inoportuna, mas esta deficiência de educação é mais profunda , grave e de marcas mais definitivas. Num caso destes até pode não haver más respostas ou manifestações de não acatar o que se lhes diz, até um ar de subordinação exagerado, porém a falha está a um nível mais profundo, ao nível dos valores. Há uma obediência dissimulada que na prática se revela num "fazer pela calada" que com o avançar na idade toma proporções cada vez mais graves e inadmissíveis.



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Valeu a pena

Há um ano começou a saga das audiências para a Regulação do Exercício das Responsabilidades Parentais dos meus filhotes. Um processo o qual requeri em Junho do ano passado que, depois de inúmeras audiências em tribunal, culminou na sentença proferida em Abril deste ano, e resposta de recurso no passado mês de Outubro.

Ainda bem que o recurso neste tipo de processos não é suspensivo senão teria sido mais de um ano para estabilizar a vida dos meus pequenitos. 

É triste eu ter tido necessidade da ajuda de um tribunal para lhes poder dar o que é deles por direito: serenidade e estabilidade.

Mas valeu a pena. Hoje estão mais estáveis, mais confiantes, mais felizes... Tudo porque têm um fio condutor na educação deles e têm um lar.

A juntar aos familiares que já tinham e que os amam muito, ainda ganharam os que, em Sociologia por vezes, se designam por "parentes sociais" (familiares dos companheiros do pai e da mãe).
Ganharam "irmãos sociais", "avós sociais", "tios sociais", "primos sociais" e até uma "bisavó social". O melhor parente social que ganharam foi, sem dúvida, o padrasto que tanto os ama e que se dedica a eles como se de filhos de sangue se tratassem. Por isso sabe dar o raspanete na altura certa e é o suporte da mãe de dois na educação firme dos pequenotes, mas também sabe ser carinhoso e brincalhão. No fundo sabe ser O parceiro que em conjunto comigo formamos a "mão que embala o berço" na vida dos meus filhotes.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Ano escolar e ensino para todos

Mais um ano lectivo a iniciar-se.
Manuais escolares, material escolar.....

Viva o ensino acessível a todos.

sexta-feira, 26 de março de 2010

mãe destes dois, sempre

Mesmo havendo criticas por expor estes assuntos, não consigo deixar de contar aqui o que querem fazer aos meus dois.

Em sede de audiência destinada às alegações finais da Regulação do Exercício das Responsabilidades Parentais dos meus meninos, foi proposto que o menino fosse entregue ao pai e a menina à mãe. Se isto é arrepiante, mais é o facto de as alegações do pai serem no mesmo sentido, sendo a solução proposta pelo pai.

É o que entenderam: o pai prefere o filho à filha.

Estou....estou...eu nem sei se existe designação para o que sinto.

Como? Como um pai escolhe um filho?

Como podem pensar em separar os meus meninos? como podem propor que eu só veja o meu filho de 15 em 15 dias e ter a minha filha todos os dias?

Isto não pode ser verdade!

Eu tenho esperança que o Juiz seja sapiente justo o suficiente para ver a crueldade que isto é.

Eu propus a guarda ser atribuída a mim, o exercício aos dois, alternávamos os fins-de-semana e durante a semana combinavam-se dias para estarem com o pai com possibilidade de flexibilidade.

Não quero aliená-los do pai, seria desumano. Um pai é muito importante para o crescimento equilibrado dos dois, mas isto?????

Não podia deixar de desabafar aqui.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Blogs, redes sociais e privacidade

Isto de ter dois blogs tem que se lhe diga. As vertentes de um e outro estão bem definidas, mas por vezes há assuntos que são comuns. Por isso, aqui fica o link do meu ultimo post no NReflexos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Pânico a bordo

Ontem vi este filme pela segunda vez.
Quem me conhece sabe que não sou de chorar por qualquer coisa, muito menos por ver um filme.
Ontem, no entanto, emocionei-me e não controlei algumas lágrimas.
A luta e persistência por uma filha... o negarem-nos toda a realidade como se ficção se tratasse...o esforço para provar o que é verdade como se de uma alucinação se tratasse... Revi-me um pouco naquela mãe, revi-me na sua luta...

Eu pela minha filha e pelo meu filho vou até ao fim do mundo!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano Novo, Vida Nova

Mais um ano que finda.

Penso no ano passado e nos outros anteriores, e nas coisas que desejei e pensei virem a acontecer no novo ano que chegava. Nunca é como pensamos ou como desejamos. Mas este meu ano foi de longe o mais inesperado. Não porque não ansiasse uma mudança, não porque não a pedisse todos os inícios/finais de ano, mas apenas porque tinha perdido a esperança que esta acontecesse.

Pois, mas a esperança deve mesmo ser a ultima a morrer. Este ano aconteceu! Enfrentei a vida de cabeça levantada, arregacei as mangas e tomei o caminho da felicidade.

Dificil este caminho! As principais pedras deste é o facto de haver um culto do coitadinho instalado e enquanto nos rebaixamos e nos sacrificamos desmesuradamente ninguem se importa e até admiram. Quando fazemos por sermos felizes...aqui d'El Rei! Querer ser feliz?????????? O que é isso? Egoísta!

Eu sou católica, mas infelizmente durante muitos séculos a minha igreja fomentou esta forma de estar. Pelo que conheço da doutrina de Cristo e dos escritos sagrados, em parte alguma ele diz que devamos ser infelizes. Pelo contrário, manda-nos amarmo-nos, e sim viver de uma forma misericordiosa e caridosa que traga também felicidade aos outros.

Espero que esta minha caminhada se torne cada vez menos tortuosa, e que este 2010 vos traga também o caminho da felicidade.

Festas Felizes

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Mães, FIlhos e valores

O amor pelos filhos é sem duvida um sentimento único e impossível de explicar. Eles sugam-nos a paciência, sugam-nos a energia e em contrapartida dão-nos tudo de volta e a dobrar, quando menos esperamos.

Não são nossos, no sentido de posse. São seres com identidade própria e não são propriedade de ninguém. A noção de "nossos filhos" tem muito mais a ver com o facto de terem mais ou menos da nossa identidade própria.

Na minha separação, o que mais me assusta no facto de os ter de partilhar, não é que os tratem mal fisicamente ou de uma forma negligente, mas sim o efeito nefasto da deturpação de valores da família paterna.

É nos valores que têm como referencia de vida que eles serão sempre meus. No exemplo que lhes dou de que não deve ser "olho por olho, dente por dente", mas sim "não faças aos outros o que não queres que te façam a ti"; é na noção que lhes dou que estudar dá-nos riqueza cultural e intelectual que nunca é demais mesmo que seja para ser pedreiro, ao contrário de "tens de treinar muito para ir para o Benfica" ou "tens de tirar um curso qualquer só para te chamarem Dr" (mesmo que seja algo que não goste); na noção de que as pessoas valem pelo que são e não pelo que têm....

Vale-me saber que são inteligentes e perspicazes, que tiveram toda uma base construída com base nos valores que eu e os meus pais lhes transmitimos, e a esperança de que esta mesma base seja suficiente para poderem filtrar as más influencias.

E cá estarei para continuar a ensinar-lhes que o mundo pode ser melhor porque este é feito de pessoas, e se não passarmos a vida a por a culpa nos outros por ele ser tão mau, e fizermos a nossa parte...já fazemos tudo o que podemos e sem duvida terá repercussão positiva.


Pronto, ok, estou um bocado lamechas, mas as mães são assim. E quando têm de estar sem os filhos por curtos períodos que sejam...ficam ainda mais.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

História e memórias


Fases da vida que parecem bocados soltos sem ligação aparente à moda de Pulp Fiction... é o que sinto quando passo de relance pelas memórias que tenho.

Mas tudo tem ligação e lógica, e todas elas aconteceram condicionadas por outras que, aparentemente, nada têm a ver. Ao mesmo tempo parece que, em cada uma das pequenas histórias desgarradas que constituem a história maior (da minha vida), fui diferentes pessoas.

Ainda assim, mesmo dos trechos piores há coisas que gostava de encaixar de outra forma, como que montar uma série de cenas de um filme mas de uma forma lógica e não a real; passagens positivas que só não são mesmo boas recordações porque o cenário era tão deprimente, que não permitiu gravar na memória a cena com a "luz" merecida.


Na impossibilidade de fazer a montagem a meu gosto, resta-me ter o discernimento suficiente para saber avaliar bons momentos no meio de maus, e não me esquecer que a vida é mesmo assim: não uma felicidade constante ou completa, mas uma sucessão de momentos - o que nos faz feliz é o balanço positivo entre estes.

sábado, 29 de agosto de 2009

"o que é estritamente necessario para viver, está neste momento num raio de 5 metros à nossa volta"

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Casamento e parentalidade na actualidade

Se o futuro da paternidade depende do casamento, todavia, o seu futuro é incerto. O casamento depende igualmente das mulheres e dos homens, estando aquelas, hoje em dia, menos voltadas para o casamento do que em qualquer período da história da nação. No passado, as mulheres foram economicamente dependentes do casamento e assumiram uma responsabilidade desproporcionalmente pesada para manterem o vínculo, mesmo que o relacionamento subjacente estivesse sério ou irremediavelmente deteriorado.
Contudo, no último terço do século XX, como as mulheres tiveram maiores oportunidades de conseguir um emprego pago e viram aumentada a disponibilidade de infantários, ficaram menos dependentes do casamento como forma de sustentação económica. Ainda que não seja fácil, é possível às mulheres criarem os filhos sozinhas. Isto fez com que o divórcio se tornasse muito mais atractivo como um remédio para um casamento insatisfatório e um número crescente de mulheres tenha extraído vantagem da opção.
...
A debilitante ligação da mulher ao casamento não deve ser encarada como uma falta de interesse pelo casamento ou pela parceria marido-mulher na criação dos filhos. Pelo contrário, é um sinal dos padrões emocionais mais exigentes das mulheres para com os maridos e da crescente persistência para que os homens participem em maior grau na criação dos filhos e da família. Dada a sua dupla responsabilidade como ganha pão e mães, muitas mulheres com emprego acham a necessidade de reforço do ego do homem e outras formas de manutenção emocional e física aborrecidas, para além do seu fracasso na partilha do trabalho doméstico e na custódia dos filhos, que consideram absolutamente enfurecedores.
...
" Se as mulheres solteiras podem fazer sexo, ter as suas próprias casas, o respeito dos seus amigos e um trabalho interessante, não têm necessidade de dizer a si próprias que qualquer casamento é melhor do que nenhum. Porque não ter um filho sozinha? As crianças são uma alegria. Muitos homens não o são."

Por todas estas razões, é importante ver o problema da paternidade como parte do vasto problema cultural do declínio do casamento como um relacionamento entre homem e mulher. O acordo tradicional entre homem e mulher foi quebrado, e ainda não foi celebrado um novo contrato. É impossível prever como será o novo acordo ou se existirá um. Contudo, é possível especular acerca dos pontos em agenda que podem levar as mulheres à mesa das negociações. Primeiro, uma cláusula crucial: deverá ser reconhecida a mudança do estatuto social e económico da mulher. Bem ou mal, muitas mulheres receiam que o movimento em favor da paternidade represente um esforço no sentido de reinstalar o anterior status quo, para rejeitar os ganhos que as mulheres fizeram nos últimos 30 anos e regressar à ideologia doméstica de "esferas separadas" que colocou os homens no lugar de trabalho e as mulheres em casa. Qualquer esforço para repensar o casamento deve aceitar o facto de que as mulheres continuarão a trabalhar fora de casa.
Portanto, deverá ser acertado um novo acordo sobre a divisão do trabalho pago e do trabalho familiar. Isto não significa necessariamente uma divisão 50/50 do trabalho em cada simples dia, mas significa que os homens deverão fazer um esforço determinado e consciente para executarem mais que um terço das tarefas domésticas. A forma como cada casal vai chegar a um acordo justo irá, certamente, variar, mas o objectivo é estabelecer um entendimento e um compromisso mútuos que conduzam a uma divisão equitativa das tarefas.



Publicado na revista "Nova cidadania", nº5 Julho/Setembro 2000,
dossier " Família! Duras Realidades Novos Desafios" pg 27-31

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A todas as mães...

...que por amor a seus filhos, se sacrificam e fazem tudo o que está a seu alcance pela felicidade dos seus tesouros.


A verdadeira mãe pela lei de Salomão:
Contam que – certa vez – o Rei Salomão teria que decidir a quem entregar uma criança, reivindicada por duas mães. Resolveu, então, dizer às mulheres que dividiria a criança ao meio e entregaria uma parte para cada um delas. A mãe verdadeira, não querendo perder o seu filho, mandou o Rei entregar a criança para a outra. O sábio Rei entregou-lhe, então, a criança, identificando a verdadeira mãe.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Honra

Era tudo tão mais simples se o rancor não se sobrepusesse ao bom senso, e se a vingança não se sobrepusesse à caridade.

Ser leal e recto nas opções que tomamos, neste mundo onde vivemos, ao contrário do lógico, não é visto como um acto honrado. É se sempre mais bem visto se se viver dentro dos padrões, mesmo que seja só fachada. Depois, pela calada pode fazer-se o que se quiser...

Isto sim, é honrado: levar uma vida de fingimento, de mentiras de infidelidade e, pior, deslealdade.
É preciso é que aparentemente o padrão se mantenha.

Dizer-se: BASTA; não consigo viver assim; não temos nada em comum; o melhor é cada um seguir o seu caminho; já não te amo...Isso é ter a mania que se é mais que os/as outros/as, ser uma doidivana e irresponsável.

Porque será que querer ser feliz e, pior que isso, ser-se efectivamente feliz, incomoda tanta gente?

terça-feira, 30 de junho de 2009

GUINESS

A noção de comportamento normal muda muito de pessoa para pessoa, ou melhor, de meio para meio.

Convenço-me disso a cada dia que passa, ao deparar-me com situações e comportamentos absolutamente surreais. Difícil lidar com algo que pensamos ser tão irreal ou anormal que não esperamos que passe pela cabeça de quem quer que seja.

Pois mas há quem não tenha o mesmo entendimento, e todos os dias consegue surpreender ao passar o limite do que se pensaria ser inultrapassável.

Fantástico, digno de um verdadeiro português natural desta terra aqui plantada no meio do mar apenas ligada a terra por um lado (lado esse que serviria para enfiar para aqui outros tais e não para que pudessem sair). E como bom português o Livro dos Recordes é um objectivo de vida.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O desconhecido e o arriscar

O desconhecido é sempre aterrorizante, mesmo que se esteja mal.
O não saber o que nos espera, pelo menos para mim que gosto de planear tudo num prazo de anos, é difícil de gerir.
Daí o preferir comodamente a vida que se tem, mesmo que infeliz, que arriscar.
No entanto, tudo tem um limite, e o marasmo que a vida se torna também não se consegue suportar indefinidamente.

Isto tudo para dizer que o temido desconhecido se transformou em algo muito familiar. Familiar no sentido de que tudo me lembra as minhas origens, o meu mundo primitivo.

O irónico de tudo isto é que a incógnita afinal era a minha identidade, e o que tinha como real e conhecido era afinal o irreal.